O amor....
Difícil escrever sobre este sentimento que muitas vezes é difícil mesmo senti-lo.
Entende-lo então nem se fala, pois essa idéia passa ao longe e mesmo os melhores ou maiores poetas se enroscaram ao este tema escrever.
A questão desa vez é a repetição.
Acontece que o amor sempre parece ter de ser sutil e delicado, como algo frágil mas que ao pé sempre se transforma em algo poderoso e capaz de enfrentrar o mundo e tanto mais.
Deveras fosse assim sempre, pois de tanto eu negar, me neguei, e quebrei-me em pedaços frutos de nem mais sei onde, de nem mais sei nada, nem nada, nem nada.
A presença do amor agora me causa indignação até mesmo sobre sua existência e seu caráter,me causa dor mas não arrependimento,pois com o amor, este sim verdadeiro e que ainda me causa alegria , senti e vivi a não mais me arrepender.
Irei lutar, mas digo já não calçar as mesmas botas de início de estrada, estas que possuiam vigor de belas botas, do tipo com garantia e aparência esbelta, dessas que nunca se estragam.
Essas botas que me acompanham hoje parecem ser simplesmente meus pés, que às primeiras pedras a sentir, saberá que o caminho, de nada mais resta a não ser pedras, e que mesmo se flores houver, saberás também que desistiu não por esforço prórpio, mais sim , por saber que quanto mais pedra ultrapassava, mais pedra seu próprio amor almejado lhe colocava no caminho.
Botas velhas.....espero que meus pés cheguem aos campos, e que eu não tenha que ultrapassar essas pedras sem uma sombra, um descanço, e uma flor a me esperar.
Escrito por Aninha às 16h15
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